De olho na reforma
Por Renato Marques
Sétimo FNESP começa hoje, trazendo - de volta - ao centro das discussões o anteprojeto de Reforma Universitária.
Começa nesta quarta-feira (19), em São Paulo, a sétima edição do FNESP (Fórum Nacional: Ensino Superior Particular Brasileiro). Promovido pelo SEMESP (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo), o evento pretende reunir 400 dirigentes de instituições privadas. Em foco, um debate que perdeu força após o início da crise política que atingiu o congresso: a Reforma Universitária.
O Universia Brasil irá acompanhar os debates do evento em uma cobertura especial. O anteprojeto, em sua terceira versão, encontra-se, atualmente, em avaliação pela Casa Civil da presidência. Na opinião dos dirigentes, esse é o momento ideal para trazer à tona a discussão em torno da Reforma, que não agrada as instituições particulares.
"Se não podemos concluir os debates, tentaremos aprofundá-los com novos enfoques, tratando alguns sub-temas que nos preocupam. E parece que acertamos, porque o projeto ainda está sendo transformado em um documento que possa ser discutido pelo congresso", explica o presidente do SEMESP, Hermes Ferreira Figueiredo.
Mais do que trazer à tona temas já exaustivamente debatidos, o evento pretende mostrar ao MEC (Ministério da Educação), e aos próprios dirigentes, quais serão os ônus assumidos pelas instituições com a aprovação do anteprojeto. Embora procure focar nos problemas que, em sua visão, atingiriam os problemas de gestão das particulares, o próprio SEMESP reconhece que o assunto está combalido. Com as propostas praticamente definidas, a intenção é apontar as questões práticas da aplicação da reforma.
"Estamos confusos em relação às expectativas dos debates. Embora o projeto tenha uma série de pontos não-consensuais, a reforma foi discutida exaustivamente, em todas as camadas da sociedade", concorda Figueiredo. Assim, as apresentações serão divididas em duas linhas. A primeira procurará apresentar temas que preocupam as instituições privadas para dirigentes do MEC. Desta forma, o SEMESP espera que o ministério deixe claro que resultados espera das mudanças e qual a participação acredita que as particulares podem assumir.
A outra linha, que deve ser dominante na maioria das palestras, fará uma avaliação dos impactos da reforma no dia a dia das instituições. Neste ponto, algumas propostas prometem criar uma forte polêmica no setor. Um exemplo é o aumento do número de docentes que possuam mestrado e doutorado, além da manutenção da exigência de garantia de investimentos no trinômio Ensino, Pesquisa e Extensão.