Curso para jovens oferece 82 mil vagas
Por Sarah Fernandes, do Pnud
Programa do governo federal que oferece educação técnica e básica a desempregados abre inscrições até 27 de julho nas 27 capitais.
O governo federal abriu inscrições para preencher 81.870 vagas do ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens) nas 26 capitais estaduais e no Distrito Federal. A iniciativa dá oportunidade a desempregados de concluírem o ensino fundamental e aprenderem uma profissão. Os estudantes que freqüentam mais de 75% das aulas recebem uma bolsa auxílio de R$ 100.
Os interessados podem se inscrever até 27 de julho, pelo telefone 0800 722-7777. Os cursos vão começar em setembro e duram um ano. Desde o início do projeto, em 2005, foram formados mais de 176 mil jovens. O programa é desenvolvido pelo governo federal em parceria com as prefeituras e tem apoio do PNUD.
O curso é voltado para pessoas de 18 a 24 anos, sem vínculo empregatício e que têm ginasial incompleto (terminaram a 4ª série do ensino fundamental, mas não concluíram a 8ª). Os jovens têm aulas das disciplinas do ensino fundamental, de inglês e de informática básica. Também fazem um curso de qualificação profissional, em áreas como administração, agroextrativismo, arte e cultura, saúde e turismo. Cada município escolhe os cursos que serão oferecidos o objetivo é que eles se encaixem no perfil econômico da região.
Os estudantes também desenvolvem ações comunitárias. Nos seis primeiros meses de curso, eles identificam as carências do município, propõem alternativas e estruturam um projeto. No segundo semestre, implantam as ações, que geralmente estão ligadas à área de qualificação profissional, para que a experiência seja equivalente a um estágio.
As turmas são formadas por, no máximo, 30 alunos. Cada cinco turmas formam um núcleo e cada oito núcleos uma Estação da Juventude, que funciona como um ponto de encontro dos participantes, onde são realizadas atividades culturais como exposições, mostras de filmes e debates.
"O objetivo principal do programa não é o emprego, mas abrir a perspectiva dos jovens para a formação educacional", afirma a coordenadora nacional do programa, Maria José Feres. "Porém, a inclusão no mercado de trabalho é importante, pois cerca de 60% deles são chefes de família. Como 83% dos participantes nunca tiveram qualificação profissional, o programa os ajuda a conseguir uma vaga".
A maioria dos estudantes que conclui o curso continua estudando, segundo a coordenadora. Em geral, eles fazem cursos técnicos nos centros federais de educação tecnológica ou cursam o ensino médio. Alguns iniciaram o ensino superior. (PrimaPagina)
Vagas por município
Aracaju (SE) - 2.700
Belém (PA) - 4.140
Belo Horizonte (MG) - - 2.500
Boa Vista (RR) - 750
Campo Grande (MS) - 1.450
Cuiabá (MT) - 1.200
Curitiba (PR) - 1.250
Brasília (DF) - 4.200
Florianópolis (SC) - 600
Fortaleza (CE) - 9.800
Goiânia (GO) - 600
João Pessoa (PB) - 3.600
Macapá (AP) - 1.200
Maceió (AL) - 3.600
Manaus (AM) - 2.400
Natal (RN) - 3.000
Palmas (TO) - 600
Porto Alegre (RS) - 2.910
Porto Velho (RO) - 900
Recife (PE) - 6.000
Rio Branco (AC) - 600
Rio de Janeiro (RJ) - 11.150
Salvador (BA) - 4.800
São Luís (MA) - 2.400
São Paulo (SP) - 5.000
Teresina (PI) - 3.100
Vitória (ES) - 670
Crédito da imagem: ProJovem/ Divulgação
(Envolverde/Pnud)