21/10/2006

Curso de Engenharia Florestal da UnB completa 30 anos

Por Aline Fonseca e Camila Rabelo, da UnB Agência

Curso foi pioneiro no Centro-Oeste e um dos primeiros do Brasil a formar profissionais especializados em preservar o meio ambiente.

Em uma decisão ousada e de vanguarda no ano de 1976, a Universidade de Brasília (UnB) implantou o primeiro curso de Engenharia Florestal da região Centro-Oeste, vinculado ao então Departamento de Engenharia Agronômica. Era uma época em que apenas quatro instituições de ensino superior em todo o Brasil ofereciam a graduação. Dez anos depois, em 1986, o curso foi consolidado e promovido a departamento, que virou referência nas questões de conservação e preservação do meio ambiente, especialmente do Cerrado. Desde então, a universidade formou cerca de 800 profissionais na área, 68 mestres e possui 18 teses de doutorado em andamento.

A comemoração dos 30 anos da Engenharia Florestal da UnB acontece no auditório da Faculdade de Tecnologia (FT) até a sexta-feira (20), e envolve palestras, música e painéis sobre a trajetória dessa graduação. Entre os pontos altos está a inauguração, no hall da FT, da galeria de coordenadores e chefes do Departamento de Engenharia Florestal, desde a sua fundação. Para reforçar o papel desses profissionais no manejo dos recursos naturais, foi plantado entre os prédios da faculdade um Ipê Amarelo – árvore símbolo do Brasil. O encontro é festa, mas também reflexão. “Essa reunião serve a dois propósitos: refletir um pouco sobre a história do curso e discutir para onde vamos”, afirma o coordenador das solenidades, professor Humberto Ângelo.

DESTAQUES - Na UnB desde 1977, o professor do departamento José Imaña Encinas, avalia que o curso cresceu em todos os aspectos. “Somos referência nacional em pesquisa e, em 2006, nos destacamos como os melhores da UnB em extensão”, comemora. Segundo o chefe do Departamento de Engenharia Florestal, Alexandre Florian da Costa, o curso foi criado quando pouco se estudava o Cerrado e a universidade ampliou, desde então, suas ações. “Chegamos à Amazônia”, afirma ele, em referência a projetos de pesquisa e extensão na floresta.

No mercado a situação não é diferente. Entre os 800 engenheiros formados pelo departamento, destacam-se o governador do Acre, Jorge Viana; o deputado distrital Chico Floresta e o atual diretor-presidente da International Paper do Brasil, Armando Santigado. Profissionais que levaram adiante o aprendizado na instituição e ajudaram no reconhecimento da formação. Viana, por exemplo, foi um dos responsáveis pela criação do curso na Universidade Federal do Acre, que a partir de 2007 oferecerá 40 vagas por ano.

CURIOSIDADE HISTÓRICA

A Engenharia Florestal chegou ao Brasil somente no início da década de 1960, quando professores alemães se instalaram em Viçosa (MG) e depois em Curitiba (PR). A primeira turma foi graduada em 1964 e, 12 anos depois, a UnB adotou o curso, o primeiro do Centro-Oeste na área.

A graduação que começou com apenas quatro professores, ainda no Departamento de Engenharia Agronômica, hoje tem 21 docentes, todos doutores. Três deles foram integrados à unidade recentemente, em setembro de 2006. O número de alunos na graduação está na casa dos 450. Na pós-graduação há 44 estudantes de mestrado e 18 de doutorado.

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