01/11/2005

Curso a desempregado tem 182 mil adesões

Número de pessoas que se inscreveram em programa do governo federal para jovens sem emprego foi maior que as vagas oferecidas

Mais de 182 mil pessoas das 26 capitais brasileiras e do Distrito Federal se inscreveram para participar do programa do governo federal que busca aumentar as chances de jovens com pouca preparação no mercado de trabalho, o ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens).

Voltado a desempregados com idade entre 18 e 24 anos que têm o antigo ginasial incompleto — terminaram a 4ª série, mas abandonaram a escola antes de concluir a 8ª —, a iniciativa oferece uma nova oportunidade para que os estudantes concluam o ensino fundamental, aprendam uma profissão, desenvolvam trabalhos comunitários e ainda recebam uma bolsa-auxílio de R$ 100 mensais se freqüentarem as aulas. Tudo isso em um ano de curso.

As 182.831 inscrições feitas pelo telefone do programa (0800-642-7777) superaram em mais de 20% o de vagas oferecidas (148.676). Na última semana, as vagas foram sorteadas entre os jovens que se candidataram em cada cidade. Os contemplados serão comunicados por correspondência e devem se matricular nos locais indicados até 21 de novembro, dia em que as aulas têm início. A meta da Secretaria-Geral da Presidência, que coordena o ProJovem, é de que, até o fim do ano, 200 mil jovens estejam assistindo às aulas.

Em pelo menos sete cidades as aulas do ProJovem já começaram, para 8 mil alunos, — Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Boa Vista e Porto Alegre (RS). Nas capitais restantes e no Distrito Federal, o programa tem início em 21 de novembro. Esses jovens que ingressam no curso podem optar por se especializar em uma das diversas áreas profissionais, desde telemática — que instrui os estudantes para serviços como operador de telemarketing, apoio ao usuário (helpdesk) e assistente de vendas — até esteticista e cabeleireiro.

Os investimentos no programa são da ordem de R$ 311 milhões, segundo o governo federal. O dinheiro está sendo aplicado na compra de material didático, no salário de professores, gestores e assistentes sociais e no pagamento da bolsa-auxílio de R$ 100.

O ProJovem é promovido pela Secretaria Nacional de Juventude (vinculada à Secretaria-Geral da Presidência), em parceria com o MEC, com o Ministério de Desenvolvimento Social e com as prefeituras das capitais e do Distrito Federal. O programa é apoiado pelo PNUD.

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