Cristovam propõe piso nacional de R$ 9 mil
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs como saída para o nó educacional do país uma medida que defende já há algum tempo: federalizar a educação básica, que reúne educação infantil e ensinos fundamental e médio. Um dos trunfos dessa política seria, segundo o ex-ministro da Educação, a criação de uma carreira nacional de magistério, com salários iniciais para novos professores girando em torno de R$ 9 mil. Segundo explicou, a ideia seria selecionar cerca de 100 mil professores por ano, que atenderiam a demanda dos 5.564 municípios ao fim de duas décadas. Os integrantes dessa nova carreira não teriam estabilidade absoluta, mas responsável, e seriam submetidos a avaliação sistemática, com desempenho ratificado pela comunidade escolar.
- Vamos espalhar colégios Pedro II, de Aplicação e Militares pelo país afora - comentou.
A proposta foi recebida com simpatia pelos participantes do debate na CE. O professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Universidade de São Paulo (USP), cobrou a injeção de mais verbas federais no fundo da educação básica (Fundeb). Por sua vez, o representante do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, defendeu a oportunidade de melhor remuneração e capacitação para os professores já inseridos na rede pública.
Autora do requerimento de debate na CE, junto com Cristovam e os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Marisa Serrano (PSDB-MS), a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) reclamou do fato de o governo federal ainda não ter enviado o balanço dos dez anos do último PNE. Também protestou contra a recusa do coordenador-geral do Fundeb, Vander Oliveira Borges, em analisar a planilha de metas inseridas pelo Poder Executivo no projeto do novo PNE.