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Cerca de 80% dos alunos das escolas agrícolas de ensino técnico do estado de São Paulo que participam do projeto Cooperativa-Escola conseguem um emprego depois que se formam. Implementado em 35 unidades, o projeto constitui juridicamente cooperativas nas instituições de ensino, tendo como cooperados alunos, professores e funcionários. Cerca de três mil estudantes são atendidos e uma média de 70 se forma anualmente em cada escola.
Na Cooperativa-Escola, o estudante tem a chance de assimilar todas as etapas do processo produtivo agrícola, da produção ao gerenciamento e à comercialização. Por meio da iniciativa, vários projetos foram viabilizados, resultando em recursos financeiros que garantem a manutenção e a conservação de vários setores das instituições de ensino.
De acordo com o professor da unidade de Vera Cruz, José Fernando Melo, o índice alto de estudantes empregados se dá ao fato de que a procura por técnicos está muito maior e mais especificamente de cinco anos para cá esse número aumentou. “Mesmo com a mecanização no campo que vem acontecendo, a empregabilidade não é afetada até porque para lidar com máquinas é necessária a contratação de tecnicistas”.
O Centro Paula Souza dispõe há oito anos de um sistema que coleta de dados dos alunos que já se formaram. Ele aponta que muitos estudantes trabalham atualmente em fazendas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Iniciado na década de 1970, o cooperativismo nas instituições agrícolas de ensino passou por muitas mudanças em sua estrutura, principalmente após o ano de 1994, quando a gestão de cada escola deixou de ser responsabilidade de um diretor e passou a ser responsabilidade de uma assembleia geral composta por todos os cooperados. Além disso, cada escola passou a ter um professor orientador do trabalho em cooperativas.
A duração dos cursos é variável, há alguns que duram dois anos e outros três. Os produtos também variam de região para região.
O aluno da Etec Sebastiana Augusta de Moraes, na cidade de Andradina, Robson de Aguiar, diz que a escola em que estuda possui uma ótima infraestrutura. “As aulas são atualizadas em relação ao mercado de trabalho. Dispõe de vários projetos, como café irrigado, agroindústria de processamento e beneficiamento de produtos lácteos, vegetais e carnes”, explica.
Segundo a coordenadora do Centro de Ensino Tecnológico (CETEC), Eva Belezia, o resultado e o sucesso do projeto podem ser verificados em ações como a da cidade de Vera Cruz, onde a cooperativa da Etec Paulo Guerreiro Franco, de Vera Cruz desenvolveu uma nova técnica para a produção das mudas de maracujá. “Não tenho dúvidas de que o pequeno e médio produtor devam se unir”, diz.
(Envolverde/Aprendiz)
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