Conviver para aprender capacita 80 educadores
Programa parceria da UFRGS, empresas e entidades da sociedade civil.
Oitenta educadores de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, desde outubro estão participando do Curso de Aperfeiçoamento oferecido pelo Programa Conviver para Aprender sob a coordenação de pesquisadores do Laboratório de Estudos em Educação a Distância (Le@d), do Colégio de Aplicação. O curso foi viabilizado pela Copesul, através do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Porto Alegre. O Programa de Formação Continuada para a Qualificação da Convivência e da Aprendizagem de Crianças e Jovens em Situação de Vulnerabilidade Social é administrado pela Faurgs.
Os participantes são educadores de entidades como a Fundação Pão dos Pobres, Fundação Pensamento Digital, Associação Cristal Florido, MDCA (Movimento dos Diretos da Criança e do Adolescente), FASC e de escolas da rede municipal e estadual de Porto Alegre com total gratuidade. Os encontros acontecem nas dependências da Ufrgs, e as atividades de reflexão estão sendo postadas na pagina do projeto: http://www6.ufrgs.br/leadcap/conviveraprender/.
A origem do programa são duas teses de doutoramento em psicologia do desenvolvimento dos coordenadores do Lead, Mônica Estrázulas e Ítalo Dutra, que foram transformadas no curso e têm foco na pergunta "É possível ensinar a ser solidário e justo?". O curso terá 180 horas, sendo 100 à distância e 80 em encontros presenciais, aos sábados, de 28 de outubro até maio de 2007. Mais de 2.000 crianças e jovens serão beneficiadas com a formação continuada dos seu educadores.
De acordo com a pesquisadora e professora Mônica Estrázulas, um dos grandes méritos do programa é a contribuição conjunta de universidade, iniciativa privada e entidades da sociedade a uma demanda concreta, que tem se manifestado na forma de desajustes de jovens no seu dia-a-dia em escolas, por exemplo. Para Estrázulas, o programa também demonstra que o desencanto de professores pode ser superado. "As teses produzidas nas universidades não devem ficar nas prateleiras, e sim ser colocadas a serviço da sociedade, e esse programa é um exemplo", ressalta. A professora lembra que o programa é um bom exemplo de parceria da iniciativa privada e poderes instituídos, como a universidade.
O financiamento da Copesul abrange, além do curso, a realização de uma pesquisa, para ajustes de modelos teóricos-metodológicos visando a construção de uma tecnologia social. E a doação de 30 computadores para entidades da sociedade civil que têm educadores participando das aulas e não têm acesso à internet no seu cotidiano.