| São Paulo - Um momento histórico. Foi assim que o ministro da Educação, Fernando Haddad, definiu o 6º seminário do programa de reestruturação das universidades federais (Reuni), aberto em São Paulo, na noite deste domingo, 8. “Contamos com o apoio irrestrito do presidente da República, que se interessa, liga e cobra a cada dia”, disse, referindo-se a expansão da educação superior pública. O evento reúne reitores, pró-reitores e procuradores das 55 universidades federais criadas e mantidas pelo governo federal.
De acordo com Haddad, a rede federal está respondendo ao desafio de construir sua autonomia dentro de um projeto que tem compromisso com o desenvolvimento do país, que responde aos desejos e anseios da sociedade, ao mesmo tempo que garante seu próprio destino. Na sua avaliação, o Reuni foi “um pequeno laboratório de exercício de autonomia plena”, ação que deve ser ampliada a partir dos debates programados para os próximos dois dias.
Sobre a importância da inserção social da universidade, o ministro disse que o país deixou por décadas, por exemplo, de investir na formação de professores para a educação básica, tarefa que hoje está bem compreendida pelo conjunto das universidades públicas federais
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O maior volume de recursos com a criação do Fundeb, que abrange toda a educação básica, com o Plano de Desenvolvimento da Educação, que definiu metas e firmou compromisso de parceria com estados e municípios, segundo a Haddad, são ações que caminham junto com a participação das universidades.
“Penso que fizemos coisas muito importantes: a formação de professores será muito valorizada no futuro, não agora, porque as pessoas não têm idéia do que está sendo gestado nas universidades públicas para a formação do magistério”. Segundo Haddad, é preciso também atrair a juventude para essa carreira, tema que está na agenda desde a definição do piso nacional para os professores, que, em muitas cidades, dobrou a remuneração mensal.
Programa – As mesas de trabalho previstas para esta segunda-feira, 9, concentram o debate sobre quatro aspectos da autonomia das instituições de ensino superior federais: os significados da expressão autonomia universitária; a autonomia e as relações entre ensino, pesquisa, extensão; autonomia acadêmica, financeira e administrativa; e autonomia financeira e gestão. Reitores e professores de dez instituições, o presidente da comissão de educação da Câmara dos Deputados, Gastão Vieira, e o presidente da SBPC, Antônio Raupp, participam diretamente das mesas. A agenda completa pode ser consultada na página eletrônica da Secretaria de Educação Superior.
(Envolverde/MEC) |