Congresso terá documento com compromissos para educação ambiental
O V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, que acontece até o próximo sábado, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville (SC), lançará uma carta norteadora das ações para o setor. A coordenadora geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, Rachel Trajber, explica que uma equipe de relatores participa de todos os eventos do congresso para redigir o documento final do encontro.
Além disso, o congresso debate o Tratado de Educação Ambiental e documentos criados desde a ECO 92 e tenta integrá-los à Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Durante as manhãs do V Ibero, todas as formas de sustentabilidades (social, cultural, econômica e política) serão discutidas em grandes conferências e mesas redondas. À tarde haverá um mapeamento de como a educação ambiental funciona na América Latina, Caribe e países de língua portuguesa na África, mostrando a multiplicidade de trabalhos realizados em todas essas regiões.
Esta é a primeira vez que países africanos são representados no congresso. “Estamos muito surpresos e impressionados com o número de participantes, que mostra a preocupação das pessoas com a educação ambiental”, diz Rachel Trajber.
Para a coordenadora do processo de revisão do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis, Moema Viezzer, “o tempo em que a Educação Ambiental poderia ser apenas uma matéria escolar está no passado”.. Moema afirma que a educação ambiental deve ser definida como política pública, com estratégias de comunicação, respeito à biodiversidade e à diversidade sócio-cultural e com iniciativas localizadas e de âmbito nacional e mundial.
O diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Sorrentino, avalia que houve uma evolução desde o primeiro congresso, realizado logo após a Rio 92, no México. “No primeiro, havia apenas o mapeamento das iniciativas de educação ambiental no mundo e demandas para a sistematização e organização dos educadores ambientais”, diz.. Em Cuba, na quarta edição do Ibero, o evento teve significado mais forte, com o referendo do Programa Latino Americano e Caribenho de Educação Ambiental (Placea).
Neste congresso, Sorrentino afirma que haverá o intercâmbio de experiências e propostas de políticas públicas para educação ambiental, o mapeamento do conhecimento hoje produzido em educação ambiental e a dimensão e posicionamento político dos educadores latino-americanos sobre como a perspectiva de educação ambiental dialoga com a Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.