18/03/2006

Comunidade acadêmica aprova greve na PUC-SP

Parece que a crise da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) está longe de terminar. Depois da assembléia unificada que levou mais de 600 pessoas ao Tuca na noite de ontem, 14 de março, professores, funcionários e estudantes aprovaram uma greve contra as demissões em massa e a intervenção na administração da universidade pela Fundação São Paulo, ligada a Cúria Metropolitana da Igreja Católica. O movimento começou hoje e segue por tempo indeterminado.

A paralisação, no entanto, não tem a adesão de todos os setores. Universitários de Direito, Economia, Administração e Relações Internacionais, assim como professores de alguns departamentos, são contrários ao movimento. "O apoio à greve vai depender da forma com que os professores e os funcionários encaram este dilema. Cada um fará a sua escolha", afirma o diretor da APROPUC (Associação dos Professores da PUC) Erson Martins. "Desta forma, poderemos analisar o comprometimento das pessoas em relação ao desenvolvimento da instituição", assegura.

Tudo parece ainda muito indefinido. Não se sabe a percentagem das adesões e nem ao mesmo a força que o movimento vai ter para enfrentar a Fundação. "Esperamos que a iniciativa ganhe força. Só assim convocaremos uma nova assembléia para a decisão dos novos passos", conclui Martins.

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