Como nos podemos capacitar na inteligência artificial e na segurança online no ensino, em Portugal
Jorge Barros
Pós-graduado e Mestre em Administração e Gestão Escolar, Doutor em Administração e Gestão Educativa e Escolar, Professor no 2.º Ciclo do Ensino Básico no Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio (AESAS), Braga
Qualquer pessoa que queira pode capacitar-se na inteligência artificial (IA) e na segurança online no ensino. Em Portugal existem diversas formas. Uma delas prende-se com a frequência de situações de formação nestas áreas, como a formação específica ou especializada com a realização de um mestrado ou de um doutoramento nesta temática numa instituição de ensino superior público ou privado e a outra com a frequência de formação contínua, também nestas áreas, através de entidades certificadas que ministram formação aos professores e educadores portugueses, em que entre muitos exemplos posso citar a Casa do Professor de Braga que presentemente disponibiliza as seguintes formações: “Internet, Inteligência Artificial e Segurança online para Professores”, “Recursos digitais e aprendizagem ativa em Ciências”, “Matemática no digital: estratégias e tecnologias”, “PLNM em todas as disciplinas: integrar com ferramentas digitais”, “O ChatGPT e as metodologias ativas”, “O ChatGPT como ferramenta de ensino e aprendizagem”, “Escrever é olhar e dar a olhar – renovar a pedagogia na escrita na era da IA”, “Ensino das ciências da computação na infância”, “Inteligência artificial como ferramenta pedagógica da eficiência à ética”, “Tecnologias no ensino da língua inglesa”, “IA na educação com NotebookLM: Recursos, Didática e Avaliação”, “Genially: criar ambientes de aprendizagem interativos e inovadores”, “Atividades didáticas com mediação digital e inteligência artificial”, “Algoritmia e pensamento computacional”, entre outras. Outra forma de capacitação pode ser concretizada mediante pesquisas orientadas na internet sobre esta temática, assim como a leitura de alguns artigos de opinião nos jornais tais como: “IA: nunca poderemos dizer que não fomos informados”; “Mais produtividade, mais riscos. Bem-vindos à era dos agentes de IA”, outros artigos publicados em revistas, designadamente: “A internet como ferramenta e recurso pedagógico”; “Desafios da IA”; A integração de ferramentas digitais na sala de aula: impactos no ensino e na aprendizagem”; Inteligência artificial e suas implicações na personalização do ensino: desafios e oportunidades”; “Inteligência artificial e personalização do ensino: revisão sistemática da literatura”; “Tecnologias digitais em sala de aula: o professor e reconfiguração do processo educativo”; “Competências Digitais Docentes na Era da Inteligência Artificial: Reconfiguração da Prática Pedagógica”; “Na cibersegurança, a inteligência artificial joga dos dois lados do tabuleiro”, entre outros. Além disto, também através da leitura dos seguintes livros: “Manual para Professores sobre a utilização pedagógica e didática das ferramentas digitais”; “Pensar a escola digital”, “Guia Prático – Inteligência Artificial para Professores. Do primeiro prompt à sala de aula”, “A Nova Era Digital”, “Mais IA, Melhor educação” e “A Escola e Suas Múltiplas Perceções”. A capacitação na inteligência artificial e na segurança online pode ainda ser concretizada visualizando os seguintes documentários da Netflix: “O dilema das redes sociais”; “A rede antissocial; “Instadocs - o lado selvagem da IA”; “O documentário sobre IA ou como me tornei num apocalotimista”, assim como lendo os quatro guiões elaborados pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação de Portugal (EduQA) destinados à Educação Pré-escolar e aos Ensinos Básico e Secundário intitulados “Orientações para utilização da Inteligência Artificial na Educação”. Além do que acabei de referir, outra forma de capacitação nestas áreas é aprender a fazer bons prompts para explorar ferramentas genéricas da IA, como o Google Gemini, o ChatGPT, o Microsoft Copilot, a Claude e o Perplexity e específicas, como o AI Tutor, o Canva, o Magicschool, o NotebookLM, o Mizou, entre outras, bem como aprender a construir senhas ou passwords fortes e a utilizar o recurso digital How secure is my password para saber quão seguras são as senhas e as passwords criadas. Também é necessário para se capacitar nestas áreas aprender a fazer a dupla autenticação para iniciar a sessão no e-mail ou noutras sítios da web. Todavia, quero sublinhar que qualquer um que use ferramentas da IA deve ter cuidados redobrados, tal como consta do Guia Prático – Inteligência Artificial para Professores, uma vez que esta não é totalmente fiável, tendo aqui o educador ou o professor o papel fundamental para decidir o que é adequado para os seus alunos e mesmo para si, enquanto docente, bem como na sua vida pessoal e apenas deve utilizar a IA na educação quando esta acrescenta valor pedagógico, isto é, quando contribua para ampliar oportunidades de aprendizagem, participação e criação, sem comprometer a autonomia intelectual dos alunos.