04/01/2007

Colégio adota consumo consciente de alimentos

O colégio Marista de Natal, da Congregação Marista, parceira estratégica do Instituto Akatu, adotou o consumo consciente de alimentos de forma efetiva. A partir do início do ano letivo de 2007, os estudantes terão na cantina da escola um cardápio composto apenas por alimentos saudáveis. A ação já vinha sendo testada durante 2006 e a idéia surgiu após uma palestra do Akatu sobre consumo consciente de alimentos realizada na entidade educacional.

Segundo a diretora do colégio, Tânia Leiros, as frituras e os refrigerantes darão lugar a vitaminas, sucos, frutas, água de coco, sanduíche integral ou salgados assados e sem muita gordura. Ela destaca as oficinas e ações do Akatu, em conjunto com a escola, para a conscientização dos alunos, pais e professores sobre a importância de uma alimentação saudável, além de evitar o desperdício de alimentos ou o consumo excessivo de comida industrializada.

"Sabemos que a implantação pode ser difícil, porque envolve hábitos e costumes familiares que muitas vezes estão arraigados - é mais fácil tomar um refrigerante do que espremer uma laranja -, mas estamos dispostos a encarar esse desafio", diz a diretora.

Ela ressalta, no entanto, que a medida não tem encontrado obstáculos para ser implantada na escola, já que alunos e suas famílias têm demonstrado bastante aceitação da idéia. "A implementação é que vai dizer as dificuldades, mas por enquanto está tudo correndo muito bem", diz a diretora.

O empresário Roberto Luís, pai de Ana Beatriz, aluna do 9º ano do colégio, foi um dos que aprovou a mudança. "Só assim minha filha não terá acesso a essas guloseimas de hoje em dia, como batata frita e refrigerante, que são muito calóricos".

Amanda Trindade, 13 anos, atleta de basquete do Marista, concorda com a alteração e destaca a importância de uma alimentação mais saudável. "Para a gente, que é atleta, foi muito legal porque poderemos ter uma alimentação controlada e saudável". "Todo mundo vai se acostumar a comer de forma mais saudável", afirmou Aline Trindade, de 16 anos, que, como a irmã Amanda, também é atleta de basquete da escola.

O coordenador de Esportes da instituição, Helder Moura, reconhece a dificuldade de se mudar hábitos alimentares, especialmente de crianças, mas acredita que a medida seja positiva. "Deixar o aluno sem refrigerante e batata frita, por exemplo, é muito difícil. Mas foi feita a experiência e os alunos estão aprovando a mudança. Bom para quem é atleta também, que passa a ter um controle, pelo menos aqui no colégio, em sua alimentação, tornando-a bem mais saudável".

Consumo consciente de alimentos

A adoção de uma dieta equilibrada e natural, com menos proteína animal e alimentos industrializados, além de fazer bem para a saúde, reduzindo as chances de se contrair doenças gástricas e cardiovasculares, faz bem para a saúde do planeta. Um cardápio pautado pelo consumo de produtos naturais em detrimento dos industrializados reduz a necessidade do uso de embalagens e, por conseqüência, gera menos lixo.

Além disso, a produção, estocagem e conservação de alimentos enlatados, embutidos e fast-food contribui diretamente para o aquecimento global, já que consomem muita energia à base de petróleo. O estudo Diet, Energy e Global Warming diz que, nos EUA, esse tipo de dieta emite gases de efeito estufa em quantidade equivalente a um terço da emissão de todos os carros, motos e caminhões do país.

É possível adotar hábitos de alimentação saudáveis sem a necessidade de se fazer grandes esforços. O consumidor consciente pode variar o cardápio, incluindo preferencialmente frutas, legumes e verduras e evitando alimentos gordurosos como manteiga, margarina e frituras em geral. Conhecer a origem dos produtos e valorizar o consumo de alimentos orgânicos, que não utilizam agrotóxicos (que podem contaminar o solo e a água, por exemplo), também são opções com efeitos significativos.

A carne vermelha também não precisa necessariamente ser abolida, basta reduzir seu consumo. Além de ser menos saudável que a carne de frango ou de peixe, a cadeia de produção e comercialização de carne de boi é uma das que mais utilizam água tratada. Para se ter uma idéia, são necessários 20 mil litros de água para produzir cada quilo de carne. Levando em conta que a água também não é um recurso natural tão abundante quanto se pode imaginar, é importante economizar esse recurso.

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