Chile: Piñera se diz aberto a mudanças na educação
"Nos próximos dias teremos um grande desafio, que é canalizar esta força de forma fértil e frutífera", acrescentou o presidente, que convocou os chilenos para um "grande acordo nacional" com o fim de melhorar a qualidade e o acesso à educação. Piñera apresentou em 5 de julho o projeto Grande Acordo Nacional pela Educação, dotado de um fundo de US$ 4 bilhões, mas que reconhecia que algumas universidades privadas lucram com a educação. Os estudantes, que exigem também o fim do lucro, rejeitaram o plano e propuseram um acordo social pela educação. Na última quarta-feira, entregaram uma proposta ao ministro da Educação, Felipe Bulnes, que se comprometeu a lhes dar uma resposta nesta segunda-feira.
Piñera voltou a fazer um apelo aos estudantes para que interrompam os protestos, protagonizadas tanto por universitários quanto por alunos do Ensino Médio, que reivindicam mais recursos e um papel mais ativo do Estado no setor Nesse sentido, Piñera assegurou que "os tempos de passeatas e protestos já cumpriram seu papel, a mensagem já foi colocada no coração da sociedade chilena. Agora temos que passar do diagnóstico para as soluções, do protesto para a ação". o diagnóstico às soluções, do protesto à ação", afirmou o chefe de Estado.
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, assegurou neste domingo que serão necessárias "mudanças no nível constitucional" para melhorar a educação do país, que acumula dois meses de protestos por parte de estudantes que pedem um maior papel do Estado e mais qualidade. Serão necessárias "mudanças muito importantes em nosso sistema educacional, mudanças no nível da Constituição, para garantir a qualidade da educação de todas as crianças e jovens", afirmou Piñera durante inauguração de um santuário recuperado após o terremoto. O presidente assegurou que são necessárias "mudanças na institucionalidade de nosso sistema educacional, aumentar a quantidade de recursos destinados à educação de nossas crianças e melhorar a gestão em todos os níveis" para melhorar o sistema educativo chileno, um dos mais segregados do mundo.