05/08/2015

Capes reafirma qualidade acadêmica da Revista da AGU e eleva nota da publicação

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação do Ministério da Educação (MEC), melhorou a avaliação da Revista da AGU em 2015. A partir deste ano, a publicação trimestral que reúne os principais trabalhos acadêmicos de membros da Advocacia-Geral da União (AGU) passa a ser classificada como "grau B1", abaixo apenas dos extratos A1 e A2 na escala de monitoramento do Capes.

Segundo a Escola da AGU (EAGU), responsável pela revista, a nota mais alta deve influenciar, principalmente, na visibilidade e peso da produção intelectual de seus participantes. Os artigos e pareceres passam a obter 70 pontos no "currículo lattes", utilizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para avaliar a competência de candidatos à obtenção de bolsas e auxílios, por exemplo.

O reconhecimento do trabalho científico produzido na revista faz parte do projeto de credenciamento da pós-graduação da Escola junto ao MEC, já que a publicação é considerada um instrumento de pesquisa.

A revista passou por uma ampla reformulação em 2010, ano em que uma primeira avaliação a colocou no nível "C". Depois disso, a melhor avaliação conquistada pela revista havia ocorrido em 2013, quando uma reclassificação a colocou no nível B2, acima dos graus B3, B4 e B5.

Segundo a EAGU, a melhora na classificação reflete a força e respeito alcançado pelo periódico junto ao mundo acadêmico. A meta, agora, é elevar ainda mais a classificação para as notas máximas, A2 ou A1, ainda este ano. Para isso, a EAGU planeja adequar ainda mais o conteúdo da revista às normas de qualificação de periódicos do Capes.

Um dos critérios utilizados para a última edição e que contribuiu para uma melhora na avaliação da Revista da AGU, por exemplo, foi o número de citações em outros trabalhos e publicações, que, segundo Escola, cresceu desde as últimas publicações. O órgão pretende fechar parcerias com editoras externas para possibilitar maior distribuição e ampliação do público que tem acesso à revista.

A EAGU também deve investir na diversidade de origem dos trabalhos, outro item decisivo na obtenção de notas melhores. O ideal, segundo a diretora da Escola, Juliana Sahione, é ter entre os membros do conselho editorial e autores pessoas de todos os estados da Federação. "Queremos que o parecer de um advogado da União de Brasília, por exemplo, seja editado por gente de outros lugares", explica.

A diretora acrescenta que a média atual desse índice de diversidade ficou em 50%. Para alcançar o próximo nível dentro da escala de classificação, o A2, segundo ela, a meta deve ser ultrapassar os 75%.

A Revista

O periódico da AGU traz, predominantemente, artigos dos membros das carreiras AGU. A partir de 2014, no entanto, a revista abriu espaço para conteúdo de autores filiados às instituições estrangeiras, além de textos sobre gestão e administração de órgãos jurídicos, gestão de sistemas de controle processual, gestão de pessoas, formação e aperfeiçoamento. A última edição foi publicada em março deste ano, reunindo artigos de dez autores e um parecer.

Responsável pela seleção dos trabalhos, o conselho editorial da revista é composto por doutores, mestres e professores de instituições de ensino nacionais e internacionais, além de membros das carreiras da AGU de todo o Brasil. Os textos são apresentados, principalmente, sob a forma de artigos, mas também são publicados pareceres, comentários à jurisprudência, estudos, projetos e outros trabalhos escritos de interesse institucional.

Os interessados em publicar os trabalhos acadêmicos na revista devem acessar o endereço http://seer.agu.gov.br, onde é feito o cadastro dos candidatos. No link também é possível acessar as últimas 25 edições do periódico.

A EAGU é órgão da Advocacia-Geral da União.

Advocacia-Geral da União - Flávio Gusmão (04.08.2015)
 

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