Capes começa a analisar cerca de 3,5 mil cursos de mestrado e doutorado
Por Kelly Oliveira, da Agência Brasil
Brasília - Mais de 3,4 mil cursos de mestrado e doutorado serão analisados por meio da Avaliação Trienal do período 2004 a 2006.
Essa é a 15ª avaliação promovida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, que em 1976 implementou o Sistema de Avaliação da Pós-Graduação Nacional.
Durante três semanas a contar com esta segunda-feira (06), cerca de 700 pesquisadores, cientistas e intelectuais de todas as áreas de conhecimento vão analisar informações enviadas pelas instituições de ensino - como número de produção de publicações científicas e de alunos formados - e as obtidas em visitas às instalações dos programas de pós-graduação.
Os critérios analisados são: proposta dos cursos; infra-estrutura de ensino e pesquisa; formação, composição e dedicação do corpo docente; produção científica de alunos e professores; e impacto social do programa de pós-graduação. A avaliação consiste em notas de 1 a 7. Os cursos com conceito 1 e 2 são descredenciados pela Capes.
Segundo o Ministério da Educação, os resultados serão divulgados no início de outubro. Depois disso, as instituições têm 30 dias para recorrer. O processo termina em dezembro.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o país precisa transformar conhecimento científico em tecnologia com apoio do governo. Ele lembrou que o Brasil é responsável por 2% das publicações científicas no mundo, mas só responde por 0,5% de patentes registradas no exterior.
"Nossa grande tarefa é traduzir essa riquíssima ciência em tecnologia. Esse descasamento entre ciência e tecnologia nos coloca em situação de desvantagem em relação aos demais países. É óbvio que essa lacuna tem que ser preenchida com ações do poder público".
Segundo ele, essa edição da Avaliação Trienal ocorre no momento em que há um "novo desenho institucional" da Capes, que passará a terá duas novas funções.
A entidade vai gerir o Plano Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, a ser lançado em setembro, para oferecer bolsas de estudo em cursos presenciais de universidades públicas; e o Sistema Universidade Aberta do Brasil, feito em parceria com estados e municípios para qualificar a distância professores da educação básica pública.
Na avaliação de Haddad, essa é uma forma de conectar todos os níveis educacionais do país, com capacitação de professores da educação básica e estímulo a estudantes de mestrado e doutorado, por meio de bolsas.
(Envolverde/Agência Brasil)