29/10/2008

Brasil e Paraguai juntos pela educação de presos

Por Ana Guimarães, do MEC

Cerca de 75% da população de presos do Brasil é formada por jovens de 18 a 24 anos. Dos que saem dos presídios, 80% reincidem no crime. Na visão de especialistas, o resgate desse contingente de jovens passa necessariamente pela elevação da escolarização. Desde segunda-feira, 27, representantes dos Ministérios da Educação e da Justiça do Brasil, do Instituto para o Desenvolvimento Inovação Educativa do Paraguai e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) estão reunidos para trocar experiências e levantar alternativas para levar educação de qualidade às prisões. O debate ocorre no âmbito da reunião técnica Educação em prisões - Brasil/Paraguai, que vai até o próximo sábado,1º de novembro.

Embora privados da liberdade, os detentos continuam tendo direito à educação como qualquer outro cidadão brasileiro. A concretização dessa demanda, entretanto, é um desafio tanto no Brasil quanto no Paraguai. "Acho interessante que esses dois países com histórico de violação dos direitos humanos se unam em torno dessa agenda de educação" , destacou o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad), André Lázaro.

Na próxima quarta-feira, 29, os especialistas irão ao Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, na capital do estado de Goiás. "Acredito que a experiência desenvolvida nesse presídio seja uma boa oportunidade para a troca de experiências e formação dos gestores, tanto do Brasil quanto do Paraguai", esclareceu Lázaro. A intenção da reunião é possibilitar a troca de experiências e a cooperação entre os dois países.

Crédito da imagem: Pnud


(Envolverde/MEC)

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