Bolsistas do Uniafro visitam favela no Rio
Estudantes negros da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) visitaram segunda-feira (3) a favela da Rocinha para orientar adolescentes sobre temas como discriminação racial, saúde e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, além de distribuir preservativos. Os estudantes são bolsistas do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro) e estão ligados ao projeto Afroatitude, da UERJ, que trabalha em parceria com o Adolecentro, programa da prefeitura do Rio desenvolvido na Rocinha.
Desde setembro do ano passado, 50 cotistas daquela universidade passam por capacitação em saúde do adolescente, sexualidade, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, gênero e racismo. Fazem, ainda, trabalhos de extensão e pesquisa em comunidades de baixa renda do Rio.
De acordo com Stella Taquette, professora-adjunta da Faculdade de Medicina da UERJ e coordenadora do Afroatitude, os bolsistas são treinados também para fazer pesquisa científica sobre a vulnerabilidade da mulher adolescente negra em dez comunidades no Rio, projeto que terá apoio do Ministério da Saúde. Na opinião de Stella, o trabalho é importante para incluir a discussão dos temas discriminação racial e saúde na universidade e contribuir para a diminuição do racismo e da desigualdade social. Além da formação, cada bolsista da Uniafro recebe R$ 240,00 por mês.