Bens culturais de SP são aproveitados pela minoria
Por Redação Aprendiz
Segundo a pesquisa Datafolha, a maioria dos habitantes da cidade não vai ao cinema nem ao teatro nem a shows. São maioria também os que não freqüentam bares ou boates e é grande a parcela dos que não vão sequer a restaurantes (39%) ou a parques (43%).
"Há o problema do deslocamento, do preço das atividades e de oferecer algo que atenda ao gosto do público", afirma a professora de marketing da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Tânia Vidigal. Segundo a pesquisadora, há ainda um aumento no número de pessoas que preferem ficar em casa em seu tempo livre por conta da dificuldade de se locomover na cidade, da exaustão causada pelo trabalho e das novas tecnologias de entretenimento, como internet, DVD e videogame. "Quem faz mais lazer fora de casa é quem mora perto de equipamentos culturais", diz.
A pesquisa confirma isso: enquanto na zona oeste, onde 58,7% dos moradores são de classes A e B, 40,3% vão ao cinema e 21,7% vão a espetáculos ao menos uma vez por mês. Já no extremo sul, onde apenas 27,7% são de classes A e B, são 23,4% os que vão ao cinema e 18,2% os que assistem a espetáculos todos os meses.
(Envolverde/Aprendiz)