09/12/2005

Barco-escola realiza atividade de educação ambiental em Porto Alegre

Por Tatiana de la Torre

Projeto apresenta aos alunos da rede pública o funcionamento do porto, a utilização das hidrovias, noções de navegação e o meio ambiente local

Porto Alegre, RS – A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) desenvolve até sexta-feira, 9, o Projeto Escola SPH. O projeto consiste em apresentar aos alunos da rede pública o funcionamento do porto, a utilização das hidrovias, noções de navegação e o meio ambiente local de forma prática, ou seja, navegando no único barco-escola do país.

Parceria entre SPH, Caixa RS e Instituto Martim Pescador, a iniciativa já atendeu cerca de mil alunos da rede pública desde seu início, em 28 de novembro, e pretende beneficiar o mesmo número até o final da semana.

Projeto semelhante já ocorre há mais de um ano no Porto de Pelotas, o qual atendeu mais de mil crianças do município utilizando para o transporte o histórico balizador, Benjamim Constant, que completa em 2007, cem anos de atuação na Região. Por não possuir embarcação adequada, em Porto Alegre, a SPH buscou a parceria do Instituto Martim Pescador de São Leopoldo, proprietário do único barco-escola do Brasil licenciado pela Marinha. Além de dispor o barco, o Instituto contribui com a conscientização sobre o meio ambiente local e conservação das águas por meio de sua equipe de biólogos.

Segundo o superintendente da SPH Roberto Hallal, apesar dos 84 anos de atuação do Porto de Porto Alegre a maioria da população da Capital e região desconhece a importância das atividades portuárias para economia do Estado. Tampouco reconhece a importância da manutenção das hidrovias para navegação interior. "Nossa idéia é repassar um pouco do conhecimento hidroportuário de forma prática conectando tais atividades com a conscientização sobre a necessidade de conservação das águas e da biodiversidade local." Segundo ele, este é um projeto piloto e a partir do seu sucesso e aceitação deverá ser reeditado durante todo ano letivo de 2006, com pelo menos uma semana de atividade por mês.

Para o estudante da Escola Estadual Fernando Gomes, Lucas de Oliveira Pereira, 11, a aula no barco possibilita um aprendizado diferente. "Aqui a gente aprende e se diverte ao mesmo tempo, além de conhecer coisas que na escola só se vê nos mapas", explica.

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