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Lideranças reunidas na 39ª Assembleia dos Povos indígenas de Roraima reclamaram da precariedade das escolas indígenas locais. A avaliação geral dos povos é de insatisfação com a qualidade do ensino oferecido aos índios. A informação é do jornal Folha de Boa Vista.
Os indígenas se queixam da falta de estrutura da escola, material didático, transporte escolar e compromisso dos professores não-indígenas.
A Assembleia também expôs os problemas vividos, com relação à educação, nas diferentes terras indígenas. Em várias regiões, por exemplo, faltam professores para algumas disciplinas, principalmente à de língua materna, de 1ª a 4ª séries. Na Vila Brasil, os indígenas afirmam que seus filhos estudam somente três horas, porque o transporte escolar não chega no horário certo. Na comunidade do Ouro, os indígenas pediram a implantação do ensino médio, mas receberam resposta negativa da Secretaria de Educação.
Uma portaria baixada pela secretária da Educação, Ilma Xaud, impede a criação de novos serviços de ensino em área indígena até segunda ordem. A secretária não compareceu nem enviou um substituto à Assembleia, mas um representante da Divisão de Educação Indígena esteve presente e disse que levaria os questionamentos à Secretaria.
(Envolverde/Amazônia.org.br) |