Aprender chinês virou febre mundial
Por Paula King, do Aprendiz
"Aprender mandarim incurta a distância. Mesmo que você fale bem pouquinho, já faz bastante diferença. Os chineses admiram muito quem fala o idioma deles". A afirmação é do chinês e professor de mandarim Alexandre Qi, que é cada vez mais procurado para ensinar a língua mãe da mais promissora economia mundial.
"Para aprender o idioma é importante visitar o país, mas é essencial estudar um pouco antes de viajar", diz. Nascido na cidade de Cháng Chun, província de Jilin, norte da China, Qi veio para o Brasil há pouco mais de 10 anos. "Com o mandarim pode-se viajar para qualquer lugar do país e falar com a maioria das pessoas".
Hoje, pelos cálculos do governo local, 30 milhões de pessoas estão aprendendo chinês no mundo. No Brasil, por exemplo, a agência de intercâmbio CI oferece um curso em Pequim, capital do país. O pacote tem duração de quatro semanas. A escola, segundo dados da agência, recebe mais de 3 mil alunos por ano de 100 nações diferentes.
Segundo gerente de produto da CI, Gabriel Canellas, o curso ainda é pouco procurado por adolescentes, por outro lado, entre os executivos a demanda é grande. "Ir para lá é o sonho de todo empresário. As razões pelo interesse de morar na China são os negócios e o incremento do currículo. Mas também há casos de descendentes de chineses irem para aprender a língua da família", explica.
O executivo Rodrigo Noffs foi a trabalho visitar algumas cidades chinesas no ano passado. "Eu trabalhei quase cinco anos na Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE), vendendo e efetuando serviços de empresas brasileiras que queriam desenvolver negócios com o país asiático, mas nunca havia ido para lá".
Noffs, que estudou o mandarim durante um ano, confirma a necessidade de aprender a língua para visitar a China. "É difícil encontrar algum chinês que fale inglês. Só é possível encontrar pessoas que falam um pouco melhor o inglês nos hotéis e em Hong Kong, por ser uma antiga colônia inglesa", afirma.
Mesmo diante da necessidade identificada pelo executivo, Canellas, que passou seis meses na China para aprender mandarim, alerta: "Primeiro, é preciso aprender o inglês", lembrando que, mesmo para os negócios, o inglês ainda é a língua essencial para tratar com os estrangeiros.
(Envolverde/Aprendiz)