18/02/2009

Apenas cinco capitais alcançaram metas em língua portuguesa para alunos da 4ª série

Por Paula Laboissière, da Agência Brasil

 

Brasília - Das 26 capitais brasileiras, apenas cinco alcançaram, em 2007, as metas em língua portuguesa propostas pelo movimento Todos pela Educação para a 4ª série. Já para os alunos de 8ª série, o cenário se inverte – todas as capitais, exceto Belém (PA), alcançaram o resultado esperado na disciplina.



Os dados, de acordo com o movimento, foram calculados a partir do resultado da Prova Brasil de 2007. A avaliação é feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a cada dois anos em todas as escolas da rede pública da zona urbana do país, com mais de 20 alunos em cada série.



Das 21 capitais que não alcançaram as metas em língua portuguesa para a 4ª série, 14 apresentaram queda no percentual de alunos com aprendizado considerado adequado. Outras sete capitais registraram o que o Todos pela Educação classifica como “aumento insuficiente para alcançar as metas”.



Um dos destaques negativos, segundo o movimento, é a cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense, em 2005, registrava 33,05% dos alunos da 4ª série com aprendizado adequado mas, em 2007, os números caíram para 29,07%.



Já a avaliação de alunos da 8ª série indica que todas as capitais brasileiras registraram aumento no percentual de aprendizado adequado em língua portuguesa. Mas, os resultados, de acordo com o Educação para Todos, ainda mostram que a maioria dos alunos passa pela escola, porém não aprende o mínimo esperado.



O levantamento alerta que, no Brasil, menos de três em cada dez alunos da 4ª série aprenderam o que é esperado para sua série em língua portuguesa. Apesar de um resultado aparentemente positivo, a avaliação atesta que, na 8ª série, apenas três em cada dez estudantes possuem os conhecimentos adequados em sua série na mesma disciplina.



Os dados de aprendizado fazem parte do acompanhamento da Meta 3 do Todos Pela Educação, na qual o movimento defende que, até 2022, 70% ou mais dos alunos tenham conhecimento adequado às séries que cursam.

 


(Envolverde/Agência Brasil)
 
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