Andines propõe plano de permanência de estudantes carentes nas Instituições Federais
Documento foi elaborado a partir de demandas primordiais dos estudantes nas instituições. Indicadores apontam que 30,5% precisam de moradia quando ingressam na faculdade
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou, no início do mês, seu Plano Nacional de Assitência Estudantil. O objetivo é articular ações sociais para a permanência e a conclusão de curso por parte dos estudantes carentes. As ações propostas estão inseridas na perspectiva de inclusão social, de melhoria do desempenho acadêmico e de qualidade de vida.
Em 2004, um estudo apresentado pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace) levantou que questões como moradia, alimentação, manuntenção, meio de transporte e saúde são demandas primordiais que garantem a permanência do aluno nas instituições. Indicadores sociais, levantados pela pesquisa, apontam que 30,5% dos estudantes deslocam-se do contexto familiar e precisam de moradia quando ingressam na faculdade. O transporte coletivo é utilizado pelos alunos para chegarem às salas de aula. 55,4% dos universitários que utilizam o serviços de saúde pública são das classes C, D e E e 35,4% dos estudantes exercem atividades não acadêmicas remuneradas para se sustentarem.
Para o Reitor da UFSCar, Oswaldo Baptista Duarte Filho, o Plano tem um papel importante para garantir a permanência dos alunos nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) por contemplar questões que envolvem a inclusão e o desenvolvimento acadêmico dos estudantes. Há 10 anos, a UFSCar já adota algumas ações dentro dessa perspectiva. São 400 vagas disponíveis na moradia estudantil, 600 alunos que se alimentam gratuitamente e 300 que recebem bolsa-atividade. Após a implementação do Plano, o Reitor garante que as ações serão incrementadas e serão criados mecanismos para o suporte acadêmico, assitência psicológica e médica para os estudantes.
A meta da Andifes é que o Plano seja implementado ainda este ano, com a criação de um Fundo para Assistência Estudantil. O valor solicitado ao Ministério da Educação (MEC) é de R$ 65 milhões para que as IFES possam investir na assistência estudantil. Nos próximos dias, o MEC vai receber a proposta completa para avaliação.
Cédito da imagem: MEC
(Envolverde/Assessoria)