22/09/2007

Amazonas se integra à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa

Por Amanda Mota, da Agência Brasil

Manaus - O ensino e a pesquisa no Amazonas ganharam um novo aliado: a Rede Estadual de Ensino e Pesquisa (Repam), integrante do projeto Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, cujo objetivo é a integração virtual de institutos de ensino, pesquisa e universidades.

A base do projeto funcionará em Manaus inicialmente com 33 instituições interligadas à Rede Metropolitana de Manaus (Metromao/Repam). Os números podem aumentar nos próximos meses, de acordo com o comitê gestor da Repam, formado por membros de instituições de ensino, prefeitura, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), entre outros.

A partir da tecnologia oferecida pelos governos federal e estadual para interligar computadores de instituições distintas por meio de fibra óptica, será possível, por exemplo, receber serviços médicos oferecidos em outros estados. É a telemedicina.

Para representantes da Fundação Cecon, uma das referências para tratamento de pacientes com câncer na região Norte, vai ser de grande utilidade. O diretor de Ensino e Pesquisa da instituição, Sidney Chalub, disse que a Repam vai diminuir as distâncias da capital para o interior, levando mais benefícios para quem não está em Manaus.

"Certamente esse programa vai beneficiar porque vai tentar universalizar o conhecimento e diminuir as diferenças que existem não só em relação ao diagnóstico tardio, mas à orientação na forma de prevenir, principalmente as doenças oncológicas, que hoje estão diretamente relacionadas às condições socioeconômicas e higiênicas de nossa população", disse o especialista.

Além da telemedicina, a Metromao também atenderá áreas como meio ambiente, engenharia e física. O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, José Aldemir de Oliveira, informou que os governos federal e estadual investiram quase R$ 2 milhões no projeto.

O diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, Nelson Simões, destacou a integração nacional como meio para geração de conhecimento nacional e internacional. Segundo Simões, são quase 400 instituições geradoras de conhecimento ligadas em todo Brasil, o que, para ele, relaciona-se à colaboração necessária para se fazer pesquisa em qualquer área do conhecimento.

Crédito da imagem: Sxc.hu

(Envolverde/Agência Brasil)

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