11/08/2006

Alunos tentam salvar vegetal de extinção no PR

Acadêmicos do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Campo Mourão, desenvolvem um projeto que tem o objetivo de salvar um dos vegetais típicos do cerrado, que é o segundo maior bioma do Brasil, e tem hoje uma pequena área no estado do Paraná.

Trata-se do Algodão do Campo (Cochlospermus regium), que é um subarbusto representante único da família Cochlospermaceae, que se encontra bem distribuído ao longo do cerrado brasileiro, mas como no território paranaense naturalmente esta vegetação é pouco desenvolvida, possuindo somente remanescentes, o algodão do campo hoje é uma espécie em perigo de extinção no estado.

A raiz da planta possui propriedades medicinais, sendo usada juntamente com o barbatimão na cura de inflamações uterinas. O seu xilopódio e casca são extraídos e usados popularmente como depurativo de sangue e antiinflamatório. O vegetal apresenta sementes duras e impermeáveis à água, exigindo tratamentos específicos para superar a dormência.

A farmacologia e o princípio ativo da planta, entretanto, ainda se encontram em estudos. E é exatamente sobre esta questão da dormência que o acadêmico do 7.º período de Tecnologia em Alimentos da UTFPR, Fábio Sambugaro, juntamente com o recém formado Tecnólogo em Alimentos, Cássio Pinoti Figueirôa, resolveram aplicar seus estudos.

Eles procuram superar esta dormência com a aplicação de um produto chamado Germetil, uma espécie de regulador de crescimento vegetal, que é aplicado diretamente nas sementes para potencializar o processo de germinação e quebra de dormência.

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