Alunos também são agentes do aprendizado
Professor do Colégio Rio Branco estimula pesquisa por meio de site com conteúdos complementares à disciplina de Biologia, orientação para a vida e até mesmo entretenimento. Com os recursos tecnológicos e o avanço da educação, desenvolvimento de materiais de apoio é fundamental à boa formação e para despertar nos alunos o hábito de buscar informações e participar na construção do aprendizado.
Muitas vezes, os professores são apontados como responsáveis pelo baixo aprendizado dos alunos, mas a realidade é diferente. À missão de transmitir conhecimento e ensinar, o docente acrescentou novas e complexas ações pedagógicas, como estimular os alunos a buscar o próprio conhecimento e fazer parte do processo de construção do seu aprendizado. Foi-se o tempo em que as aulas eram engessadas e se resumiam a cerca de 50 minutos de exposição de conteúdos com pouca interatividade.
Jovens curiosos e questionadores, necessidade de compreensão, discussão de idéias, acesso à tecnologia e informação e outros fatores fizeram com que a realidade enfrentada pelo professor em sala de aula seja diferente. Para atender a essa demanda, o suporte extracurricular é fundamental, mesmo por que a educação está sempre em evolução e aprimoramento. Estimular os jovens a buscar novos conteúdos, investigar, criticar e, com isso, fortalecer o aprendizado é uma das chaves para a boa formação.
Muitas são as maneiras de promover a participação ativa do educando no processo, e variam desde o incentivo à metodologia investigativa de ensino até o oferecimento de suporte para estudos em casa. Em disciplinas relacionadas às ciências, as possibilidades são ainda maiores. É o caso do professor de Biologia do Colégio Rio Branco, Silvio Higa, que desenvolveu o site
http://www.biohiga.com, no qual o aluno encontra disponíveis conteúdos complementares aos vistos em sala: trabalhos eletivos a cada semestre, arquivo de provas, exercícios e testes dos principais vestibulares, matéria que cairá nas provas, entretenimento, orientação sexual, temas relacionados ao meio ambiente, livro de visitas e até arquivo de fotos dos alunos.
A idéia nasceu em 2003, com o intuito de disponibilizar para alunos do terceiro ano do Ensino Médio links relacionados com os conteúdos estudados em sala de aula, como animações, figuras, fotos, textos, hipertextos etc. Com o passar do tempo, Higa percebeu que só deixar material disponível não era suficiente para estimular o acesso dos alunos. Então, começou a pedir atividades valendo nota, as quais eram feitas e respondidas via livro de visitas. Depois, os próprios estudantes começaram a fazer sugestões, como colocar as provas dos anos anteriores e coletânea de exercícios para a Fuvest.
Hoje, o professor atualiza o site com assuntos diferenciados, que vão desde a matéria até orientação sexual e entretenimento. Tudo para atrair os jovens. De acordo com ele, os interessados em estudar dedicam mais tempo aos estudos em casa por causa do site. Atualmente, os trabalhos são optativos e quem decide fazer pode escolher o tema, de acordo com o interesse. As fotos de festas, viagens e baladas também são um chamariz. Alguns deles entram para ver as imagens e acabam explorando todo o conteúdo.
Desde que foi criado, em 2003, apenas para os alunos do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Rio Branco, o site já teve 50 mil acessos, até de pessoas que moram em outros países. A página da web funciona como material de apoio e paralelo à escola, de maneira a complementar o conteúdo, relativo ao terceiro ano do ensino médio, explorado em sala de aula.
"O estudante deve ser o agente de sua aprendizagem e não um mero receptor de conteúdos transmitidos pelo professor. Por esta razão, o aluno do ensino médio é incentivado a acessar o site, mas tem autonomia para decidir quando o fará e quais atividades optativas irá realizar. Faz parte do trabalho do professor conduzir o jovem à busca de sua autonomia intelectual", diz Silvio Higa.
(Envolverde/Assessoria)