02/10/2007

Alunos estudam a qualidade da água da Lagoa da Pampulha

Nesta quarta-feira (03), alunos do Instituto Libertas, de Belo Horizonte, irão à Lagoa da Pampulha para coletar amostras da água e fazer análise de dados. O evento faz parte do projeto da UFMG "Água em FoCo: qualidade de vida e cidadania", que analisa e discute a qualidade da água em ambientes urbanos. Com os dados em mãos, os estudantes irão propor soluções para o problema da poluição.

Além do Libertas, cinco escolas públicas participam. Cerca de 250 alunos do ensino médio estarão envolvidos no processo, e caberá a eles fazer a análise química da água da Lagoa da Pampulha. O evento acontece das 8h30 às 11h. Posteriormente, os estudantes voltarão à lagoa para entrevistar moradores, empresas do entorno e freqüentadores.

O objetivo do projeto é produzir conhecimento sobre a qualidade da água de córregos e lagoas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para isso, os alunos coletarão amostras e analisarão, ainda no campo, os seguintes parâmetros físico-químicos da água: temperatura, oxigênio dissolvido, turbidez, pH e condutividade elétrica. Eles também contarão com dados fornecidos pela Copasa e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Isso possibilita ao estudante verificar a relação entre os problemas ambientais locais e aqueles de uma metrópole globalizada.

Os alunos têm a oportunidade de unir a prática ao método investigativo, propondo soluções para um problema real. "Eles irão buscar diferentes alternativas de solução para o problema da poluição, para que a lagoa volte a ser um lugar propício à recreação, sem os riscos de contaminação", explica Marciana David, professora de Ciências e Química do Libertas. O grupo também fará atividades de conscientização junto à comunidade que freqüenta a lagoa.

Além disso, no Libertas, o trabalho sobre a qualidade da água da Lagoa da Pampulha se desdobrou em seis grupos de estudos. O primeiro investigará os sentimentos e o papel da população e das empresas locais em relação à poluição da lagoa. O segundo estudará as formas de utilização da lagoa pela população (pesca, recreação), e se ela tem idéia dos riscos de contaminação. Outros alunos buscarão informações sobre exemplos de tratamentos bem sucedidos, como o caso da despoluição do rio Tâmisa, em Londres. O quarto grupo pesquisará sobre a legislação ambiental vigente à respeito da lagoa e quanto às medidas que estão sendo tomadas para o seu tratamento. O quinto estudará a saúde da população da Bacia do Rio das Velhas e as doenças que podem ser transmitidas pela água. Finalmente, o último grupo irá abordar os índices de coliformes fecais e de outros bioindicadores na Lagoa da Pampulha e o Projeto Manuelzão, de Revitalização da bacia do Rio das Velhas.

O projeto "Água em FoCo: qualidade de vida e cidadania" é coordenado pelo prof. Dr. Eduardo Fleury Mortimer, da Faculdade de Educação da UFMG. O objetivo é promover a formação inicial e continuada de professores. Estudantes de licenciatura em química da UFMG realizam o trabalho nas escolas durante dois meses, como parte de seu estágio de Prática de Ensino de Química II.
(Envolverde/Assessoria)


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