06/05/2010

Alunos do CEP têm aulas aos sábados por causa de reformas

Os professores e alunos do Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior da rede pública do estado, estão tendo que ter aulas aos sábados. O motivo é o adiantamento do calendário letivo, já que a escola poderá ter que paralisar as aulas em alguns dias em virtude das reformas de diversos ambientes, que poderão inviabilizar as atividades.

A questão é que nem todas as obras tiveram as licitações concluídas e a continuidade dos trabalhos definida, o que, segundo a APP/Sindicato, pode estar fazendo com que o adiantamento das aulas seja um desgaste desnecessário, tanto para alunos quanto professores, caso a reforma não tenha continuidade.

A presidente da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes de Carvalho, esteve em reunião ontem (5) com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) para discutir a questão. Segundo ela, a entidade irá aguardar a conclusão de um levantamento das obras finalizadas e que ainda estão para ser iniciadas, a ser feito pela nova direção provisória do CEP. "Creio que até o fim da semana que vem tenhamos uma resposta a respeito”, disse.

A assessoria do CEP informou que a Secretaria de Obras esteve no local e que o resultado das próximas licitações sairá no dia 1.º de junho. A informação é de que as obras serão realizadas, só não se sabe quando. Segundo Marlei, em conversas anteriores a Secretaria de Educação teria informado que, se o resultado das licitações não fosse divulgado até o dia 16 de abril o calendário especial seria suspenso.

Dentre as reformas em andamento estão a limpeza e troca de telhas quebradas do Ginásio de Esportes e também todo o seu piso; na edificação principal, troca de telhas, reparos e manutenção das janelas; no Planetário, troca do piso, do revestimento externo, manutenção das calhas, reforma das poltronas, dentre outras.

O CEP vive um momento delicado. A então diretora, professora Maria Madselva Feiges, pediu exoneração na semana passada em virtude da pressão de estudantes para que deixasse o cargo. A reivindicação é antiga e vários protestos foram realizados pela saída da diretora. O governador Orlando Pessuti sinalizou com a possibilidade de eleições diretas para o colégio, já que, por ter um regime especial, a direção era indicação do governo.

A direção geral do colégio ficou então com a professora Sheila Marize Toledo Pereira, chefe do Núcleo Regional de Educação de Curitiba, juntamente com a assistente técnica Laureci Schmitz Rauth.


(Envolverde/Nota 10)

 
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