01/02/2006

Alunos da PUC-RS viajam ao Amazonas para desenvolver ações comunitárias

Passar as férias no Amazonas, mas não a passeio, e sim trabalhando para o desenvolvimento local sustentável. O programa pode ser diferente, mas promete muita gratificação aos participantes. Com esta expectativa, um grupo de seis alunos e dois professores da PUC-RS viaja nesta sexta-feira (3), da Base Aérea de Canoas para o município de Benjamin Constant, região do Alto Solimões. Eles ficarão na localidade até 19 de fevereiro, desenvolvendo ações junto com estudantes do Centro Universitário do Norte (Uninorte) pelo Projeto Rondon, que foi retomado pelo Ministério da Defesa no ano passado.

A equipe da PUC-RS, formada por estudantes de diferentes áreas do conhecimento, buscará qualificar a gestão pública da cidade. Para isso, leva na bagagem projetos de cursos que serão ministrados pelos alunos para servidores do Executivo e do Legislativo. Eles abordarão aspectos como gestão de projetos e de recursos, plano diretor, infra-estrutura e operacionalização de estratégias. O grupo também promoverá oficinas sobre temas como regularização fundiária, desenvolvimento socioeconômico de comunidades rurais e urbanas, uso da energia solar na área rural e fluoretação das águas de abastecimento público.

As atividades foram projetadas a partir de um diagnóstico realizado em janeiro de 2005, quando outro grupo da Instituição esteve em Benjamin Constant observando as áreas mais carentes e que poderiam ser melhoradas com a intervenção da Universidade. Para esta segunda fase, executiva, quase 500 acadêmicos da PUC-RS se inscreveram, sendo selecionados por características como liderança, iniciativa e conhecimentos. Desde o início de janeiro, os alunos escolhidos participam de reuniões, estudam o diagnóstico da cidade e planejam as ações a serem desenvolvidas. Nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, a partir das 9h, será realizada a última reunião antes da viagem, na sala 411 do prédio 40 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681).

O coordenador de Extensão Comunitária da PUC-RS, professor Edgar Eduardo Erdmann, destaca que o projeto beneficia tanto as comunidades quanto os participantes, que, vivenciando a realidade de outras regiões, têm a consciência despertada para as desigualdades socioeconômicas do País. Para a estudante de jornalismo Lara Corrêa Ely, integrante da equipe, os acadêmicos partem com a missão de levar um pouco do que aprenderam na Universidade para o debate com as autoridades locais. “Não somos especialistas em Amazônia, mas cada estudante conhece a sua área de atuação e quer contribuir. Planejamos oficinas horizontais, ou seja, não vamos dar aulas, mas propor uma discussão, levar uma teoria, identificar o que eles sabem e daí propor idéias”, destaca. Pesquisando as características de Benjamin Constant, o grupo já identificou possibilidades de captar recursos que podem auxiliar no desenvolvimento sustentável do município, conta Lara.

Integram a equipe que viajará nesta sexta-feira os professores Aline Accorsi e Denis Dockhorn e os alunos Lara Corrêa Ely (Jornalismo), Aline Chimanski Palmieri (Ciências Sociais), Andersonn Silveira Prestes (Biologia), Carlos Henrique Trojaner Nunes (Odontologia), Francini Lima Merigo (Enfermagem) e Guilherme Fantin Niemxeski (Ciências Sociais).


A PUC-RS e o Rondon

O Projeto Rondon promovido em parceria entre o governo federal e instituições de ensino superior foi retomado pelo Ministério da Defesa no ano passado, depois de 15 anos sem atividades. O objetivo é levar acadêmicos a regiões pobres do País para o desenvolvimento de ações comunitárias durante as férias.

A PUC-RS foi uma das 40 instituições brasileiras selecionadas a participar desta nova fase da iniciativa, mas a Universidade já tem experiência no projeto. Por 17 anos (de 1972 a 1989), a Insittuição manteve um Campus Avançado do Rondon na região do Alto Solimões (Amazonas). No local, envolveu mais de 3 mil estudantes e professores na prestação de serviços à comunidade. Erdmann avalia que este retorno do Rondon ainda não é o ideal, por ser uma atividade episódica, mas é um primeiro passo para resgatar as atividades.

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