Alunos brasileiros farão proposta para ONU
Evento com 330 universitários do Brasil e do exterior vai elaborar documento com sugestões para problemas como a crise do petróleo.
Cerca de 330 universitários de todas as regiões do Brasil, além de estudantes da Alemanha e da Guiana, devem enviar à ONU um documento que aponte caminhos para problemas como a iminente crise do petróleo, o racismo e a xenofobia, e a situação dos direitos de prisioneiros acusados de terrorismo. Os temas, presentes na agenda global, vão ser debatidos, em Brasília, entre quarta-feira e domingo, durante a nona edição do AMUN (Americas Model United Nations, Modelo das Nações Unidas para as Américas), que simula um conferência diplomática das Nações Unidas. “O evento é uma forma de fortalecer a comunidade das Nações Unidas no Brasil integrando várias universidades”, afirma o secretário-geral do AMUN, Renato Prado.
O evento é realizado anualmente pela UnB (Universidade de Brasília) e pelo Conselho Brasileiro de Relações Internacionais, e as discussões acontecem em torno de um tema geral, que este ano vai ser a relação entre segurança, desenvolvimento e direitos humanos — tripé destacado pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em seu relatório Um conceito mais amplo de liberdade, em que apresenta os pilares da reforma da ONU. O lema do nono AMUN, baseado nesse tema geral e nos destinos das nações, é destiNations. A cerimônia de abertura será no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. As discussões acontecem no San Marco Hotel
Diplomatas universitários
Cerca de 260 estudantes de todas as áreas participam dos debates como delegados, representando países, organizações não-governamentais ou organismos multilaterais. Outros 70 universitários cuidam da organização do evento. Os trabalhos, que seguem todas as regras da ONU — dos protocolos diplomáticos às vestimenta —, são divididos em sete comitês, formados por representantes das diversas delegações, que devem se preparar partindo de um guia de estudo fornecido pela organização. “Para os participantes, em termos pessoais e profissionais, é um treinamento acadêmico e de negociação. Também é uma forma de divulgar princípios e propostas das Nações Unidas”, destaca Prado.
Um dos objetivos do evento é a elaboração de um documento final, resultado das resoluções de cada comitê, que vão ser compiladas pela secretaria do evento e pela secretaria acadêmica, e deve passar pelo crivo de uma banca de professores da UnB, para depois ser encaminhado à ONU, além de ficar disponível para consultas. “Queremos propor uma solução real. O documento é feito nos mesmos moldes das Nações Unidas”, explica o secretário-geral do nono AMUN.
O evento conta com parceiros como PNUD, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente) e o UNODC (Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime), entre outros. (PrimaPagina)