21/07/2006

Agora é com elas

A UnB não terá homens competindo nas Olimpíadas Universitárias
em 2006. Delegação, com 24 mulheres, aposta em medalhas

Entre bolas de basquete, quadras de handebol e pistas de atletismo, 24 mulheres têm nas mãos uma grande responsabilidade: representar a Universidade de Brasília (UnB) nas Olimpíadas Universitárias de 2006. Pela primeira vez na história do torneio, a UnB não terá nenhum homem participando das competições. O motivo é que nenhum time ou atleta das categorias masculinas conseguiu vitória nos Jogos Universitários do DF, pré-requisito para poder concorrer nas Olimpíadas.

A novidade causou estranheza às competidoras, que não esperavam receber tarefa tão inusitada. “No atletismo, geralmente, a predominância é de homens, e esse esporte sempre teve ótimos atletas nas categorias masculinas”, reage a corredora dos 800 e 1,5 mil metros do atletismo, Ana Paula Brandão. Aos 18 anos, ela compete pela primeira vez nas Olimpíadas Universitárias e é uma das maiores apostas de medalha da UnB. “É minha primeira vez, mas vou com toda a confiança em busca do primeiro lugar”, promete.

As atletas da UnB representam 20% dos 143 integrantes de Brasília inscritos nas Olimpíadas. Além das 24 meninas, a delegação da universidade conta também com quatro técnicos. Com sede no Distrito Federal, a competição será entre os dias 22 e 29 de julho. No total, dois mil estudantes de todo o país devem participar desta edição. As disputas serão em 18 locais diferentes do DF. A programação completa será divulgada nos próximos dias no site da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), no endereço www.cbdu.org.br .

MUDANÇAS - Em 2004, o torneio de estudantes, que se chamava Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) mudou de nome para Olimpíadas Universitárias e ganhou o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e parceria com a Rede Globo, que passou a transmitir os jogos. Junto com esta, outras mudanças vieram. O torneio foi reformulado e, das 20 modalidades que tinha antes, agora oferece apenas oito – atletismo, basquete, futsal handebol, judô, natação, vôlei, e xadrez. “Essa restrição deve causar diminuição no número de medalhas da UnB, porque muitos times que tinham chance de medalha, não podem mais participar”, observa Lucas Valença, presidente da Associação Atlética Acadêmica da UnB (AAAUnB).

Se as novas regras já provocaram a diminuição do número de atletas e medalhas, a concorrência tem se mostrado como outro problema encarado pelas universidades públicas. Atraídos por bolsas de estudo e patrocínio, muitos atletas têm mudado para centros de ensino particulares, que vêem nos atletas uma chance de aumentar sua visibilidade. Mas Valença não desanima.

Dois anos atrás, quando o torneio ainda se chamava JUBs, os 81 atletas da UnB voltaram com seis medalhas. No ano passado, após a reformulação, o número diminuiu para duas: uma no judô e uma no xadrez. Este ano, Valença ressalta que as equipes estão preparadas para disputar os primeiros lugares. “A Ana Paula Brandão voltou agora do campeonato brasileiro juvenil e trouxe a prata. A gente está entrando para brigar por medalha”, afirma.

SERVIÇO

A Olimpíada Universitária será entre os dias 22 e 29 de julho. Os atletas de todo o país irão competir nas modalidades atletismo, basquete, futsal handebol, judô, natação, vôlei e xadrez. Ao todo, dois mil estudantes de todo o país devem participar desta edição. As disputas serão em 18 locais diferentes do DF. A programação completa será divulgada nos próximos dias no site da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), no endereço http://www.cbdu.org.br.

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