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O bom desempenho levou ao pagamento do Bônus por Resultado a 87% das escolas locais
Das 57 escolas estaduais da região da Diretoria de Ensino de Marília, 80% avançaram no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) em 2009 no comparativo com 2008. Para o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, os resultados são consequência dos programas educacionais adotados pelo governo do Estado de São Paulo. "O avanço no Idesp aponta que os programas educacionais implementados pelo governo estão corretos e já apresentam resultados", afirma o secretário Paulo Renato.
Na região, 74% das escolas da rede estadual atingiram ou ultrapassaram a meta estipulada para o Idesp, conforme a realidade de cada unidade, e 78% se mantiveram acima da média do Estado. O bom desempenho levou ao pagamento do Bônus por Resultado a 87% das escolas locais. O Idesp leva em conta os resultados das provas do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e também dados da progressão escolar (como aprovação ou repetência). Os dados globais do Idesp mostram que, no ano passado, a educação do Estado melhorou 9,4% em relação a 2008, o que permitiu a 73% das escolas melhorar o seu desempenho em pelo menos um nível de ensino e garantir às equipes escolares o recebimento da bonificação, conforme mostra o quadro abaixo:
INCENTIVO ÀS MELHORES ESCOLAS
Além de pagar o Bônus para as equipes escolares que melhoraram os resultados das suas unidades, o Governo do Estado também bonificou todas as escolas que conseguiram resultados acima da média do Estado. É uma forma de reconhecer o mérito de escolas que, mesmo obtendo bons resultados, não avançaram em relação às suas próprias metas. Nesse caso, o bônus será calculado em função do objetivo de longo prazo da rede estadual. O bônus será maior, no entanto, para as escolas que melhoraram os seus desempenhos. "Nada mais justo do que premiar o mérito de nossas melhores escolas, ainda que elas não tenham evoluído em relação ao bom patamar em que já se encontram", diz o secretário Paulo Renato.
POLÍTICA EDUCACIONAL EFICAZ
Os resultados alcançados no Idesp 2009 se devem a uma série de políticas inovadoras lançadas pelo governo de São Paulo nos últimos três anos. Todos os programas educacionais do governo foram voltados para a melhoria da dinâmica da sala de aula e para o apoio e estímulo ao professor em seu dia a dia. "Implantamos programas que valorizam e respeitam os professores, e os resultados já aparecem", analisa o secretário Paulo Renato.
A política educacional de São Paulo se estrutura em quatro eixos. O primeiro se refere aos padrões curriculares adotados para a rede de cinco mil escolas. Dois programas se destacam: o Ler e Escrever, que estabeleceu a figura do professor auxiliar nas salas de aula nas classes iniciais e todo um sistema para reforçar a alfabetização das crianças, com 1,8 milhão de livros distribuídos, entre outros materiais; e o São Paulo Faz Escola, com a definição de um novo currículo e a distribuição 192 milhões de cadernos e materiais para alunos e professores com os conteúdos das diversas matérias, além de programas de capacitação.
O segundo eixo é a implantação de avaliações e metas de qualidade, com a criação do Idesp e a definição de metas para cada escola, que passou a ter o desafio de melhorar em relação à sua própria realidade.
O terceiro eixo da política educacional de São Paulo trata do programa de incentivos aos professores. Foi criado o Bônus por Resultados, que paga até 2,9 salários às equipes escolares que superam as metas definidas para as suas escolas. É um programa contundente de premiação por resultados que mobilizou os docentes para melhorarem o desempenho de seus alunos. O quarto eixo reformou a carreira dos professores, estabelecendo nova forma de ingresso (com curso obrigatório oferecido pela recém-criada Escola Paulista de Formação de Professores) e o Programa de Valorização pelo Mérito. Foram criadas provas de promoção que permitem anualmente, a um quinto dos professores, promoção salarial de 25% de acordo com a permanência na escola e o resultado das avaliações.
Outras ações pioneiras foram adotadas, como a mudança na legislação para reduzir as faltas de professores e a criação da Prova dos Temporários, que permitiu pela primeira vez selecionar para as salas de aula os melhores professores disponíveis. Também foi aberto concurso para a contratação de 10.000 professores.
"São políticas muito consistentes e muito corajosas que já começam a dar resultado e, tenho certeza, colocaram a educação paulista no rumo certo", aponta o secretário Paulo Renato.
(Envolverde/Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) |