18/10/2007

2ª Edição do Prêmio Professores do Brasil

Acadêmica de Letras da Feevale é uma das finalistas do concurso

A acadêmica do curso de Letras da Feevale, Camila Juliana da Silva, é uma das seis finalistas do Rio Grande do Sul da 2ª edição do Prêmio Professores do Brasil, coordenado no Estado pela Secretaria da Educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime/RS). Entre 47 inscritos, Camila foi selecionada com o projeto Caminho das Flores, desenvolvido na Escola Municipal de Educação Infantil Estrelinha Azul, no bairro Aurora, em Campo Bom/RS.

Em novembro, 20 docentes, selecionados entre os vencedores de cada Estado, serão contemplados com R$ 5 mil, diploma, troféu e uma viagem a Brasília. O prêmio tem por objetivo valorizar o empenho dos professores na implantação de novas metodologias pedagógicas na Educação Infantil e Ensino Fundamental das redes públicas de ensino.

O projeto "Caminho das Flores" foi criado com a intenção de integrar a comunidade e conscientizar a população sobre o grande problema de acúmulo de lixo. A escola recebeu o auxílio da prefeitura de Campo Bom, através do Departamento de Meio Ambiente, que realizou a limpeza do local, transformando o que antes era um depósito de lixo em um caminho de flores. "O projeto foi uma alegria, porque a gente não esperava que a comunidade se envolvesse tanto", afirma a professora Camila.

O projeto teve início em 2006, quando a turma do Jardim de Infância plantava mudas no canteiro da escola, utilizando as sobras de mudas no terreno localizado em frente à escola. Percebendo que a comunidade utilizava o terreno como depósito de lixo, a professora e seus alunos começaram um trabalho de conscientização com a comunidade escolar, pais e professores, explicando os horários e dias da coleta de lixo, com entrega de panfletos e mobilizações. "O terreno se encontra na entrada da vila e o que antes era um atalho cheio de lixo, hoje é o caminho das flores", explica a estudante.

Conforme Camila, o envolvimento da comunidade a surpreendeu e hoje a lixeira da escola é utilizada como ponto de coleta de todo o bairro. "Quem antes colocava lixo nas ruas, agora cede água para molhar as mudas e coloca o seu lixo na lixeira da escola, como se fosse um presente para os alunos", ressalta a professora.

Camila destaca que o objetivo do projeto foi alcançado. "Tínhamos como objetivo integrar a comunidade, alertando sobre este grande problema que é o acúmulo do lixo; conseguimos um bom resultado, pois as pessoas estão preservando as flores no local", avalia. Ela finaliza informando que, em parceria com a prefeitura, a escola recebeu uma lixeira comunitária para o depósito do lixo gerado pela comunidade. "Temos aqui um posto de coleta. Esse é um projeto contínuo e não pára, pois o lixo é gerado diariamente e precisamos nos preocupar com seu destino". Como extensão do projeto, a estudante da Feevale seus alunos se dedicam agora ao Caminho das Árvores, plantando mudas de árvores no mesmo terreno em frente à escola.
(Envolverde/Assessoria)


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